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Coalizão de Frentes Parlamentares Produtivas defende modernização da jornada com diálogo e base técnica

  • Movimento Brasil Competitivo
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Créditos: FPAgro


Representantes do setor produtivo afirmam que o debate deve considerar as diferentes realidades regionais e setoriais do país


A Frente Parlamentar Mista pelo Brasil Competitivo (FPBC) e a Coalizão de Frentes Produtivas defenderam, após almoço realizado em Brasília nesta terça-feira (3), que a modernização da jornada de trabalho seja conduzida com base técnica, diálogo amplo e avaliação criteriosa dos impactos econômicos. O encontro reuniu parlamentares e representantes do setor produtivo em meio às discussões no Congresso Nacional sobre propostas relacionadas ao tema.


Presidente da FPBC, o deputado Julio Lopes (PP-RJ) afirmou que a bancada não é contrária ao debate sobre mudanças no modelo atual, mas sustenta que o processo deve ocorrer de forma estruturada, com a participação de empresários, trabalhadores, governo e Legislativo.


“O Brasil precisa avançar. A modernização da jornada é um debate legítimo, mas deve ser conduzida com responsabilidade. É preciso assegurar competitividade, segurança jurídica e produtividade”, disse. Segundo ele, setores que tenham condições de adotar formatos mais equilibrados podem fazê-lo, desde que a discussão nacional leve em conta as diferentes realidades econômicas do país.


O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o tema não deve ser tratado como um embate entre capital e trabalho. Para ele, decisões dessa magnitude exigem análise técnica, previsibilidade e avaliação de impactos.


“Capital e trabalho são complementares. Um tema sensível como esse precisa de debate aprofundado, sobretudo diante de seus possíveis efeitos sobre custos, emprego e inflação”, afirmou. Alban declarou que o setor produtivo está disposto a discutir ajustes na jornada, mas condicionou mudanças estruturais a ganhos de produtividade e sustentabilidade econômica.


Durante o encontro, o sociólogo José Pastore apresentou dados sobre os possíveis efeitos da redução de horas sem aumento de eficiência. Segundo ele, alterações na jornada desacompanhadas de ganhos de produtividade podem elevar o custo do trabalho por hora e gerar impactos como repasse de preços, mecanização acelerada, redução de quadros ou retração de atividades.


Em reunião realizada também nesta terça-feira, representantes do setor produtivo se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para entregar um manifesto em defesa da “construção de um diálogo responsável, pautado pela racionalidade, pela busca de consensos e pela análise rigorosa dos dados”.


No documento, o grupo afirma que o fim imediato da escala 6×1 pode resultar em “forte retração das atividades econômicas e do Produto Interno Bruto”.


O texto sustenta ainda que “considera-se recomendável que o aprofundamento desta pauta ocorra fora do ambiente de disputas eleitorais, em momento mais propício à construção de consensos duradouros e de soluções equilibradas, evitando que decisões pressionadas possam comprometer a qualidade das políticas públicas e seus efeitos sobre o país”.


O manifesto conclui que “somente com maturidade social poderemos avançar para construir um futuro de trabalho mais justo, produtivo e equitativo para todos os brasileiros”.


Julio Lopes afirmou ainda que representantes do setor produtivo procuraram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para defender a ampliação do debate na Casa.


“O Brasil é diverso e possui realidades produtivas distintas. A modernização da jornada precisa considerar competitividade, preservação de empregos e equilíbrio entre capital e trabalho”, concluiu o deputado.

 
 
 

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